Imperialismo Massacrado - Caça ao Bush em São Paulo

>> quinta-feira, março 08, 2007



Por mais que até certo ponto goste de Superman, simbolismo americano pela América Latina já tivemos por décadas. Então Bush e o resto de seus simbolismos "american way of life", queimem no inferno. Ou no Iraque, tanto faz...

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Sim, ela era uma mãe...

>> terça-feira, março 06, 2007

Eu – disse-me a bailarina de baile do Municipal – eu dancei uma vez sem saber que estava grávida. E depois me culpei tanto por isso, mas foi uma dança lenta que não fazia mal. Depois quando desconfiei, mandei fazer o teste. Você não imagina o que eu senti quando o homem me entregou o papel em que estava escrito positivo. Minha alegria foi tão intensa, mas tão doida, que abracei e beijei o homem espantado do laboratório e lhe disse: “Muito obrigada”. Imagine, como se ele fosse o pai (...)

- Mas o médico me avisou logo de saída que eu podia perder a criança. Porque tenho o aparelho genital infantil, sou fértil mas não posso conceber, não tem lugar para o feto: Então eu passei meses na cama para ver se assim eu não perdia a criança. Eu ficava deitada, falando com o bichinho que estava dentro de mim. Eu lhe dizia: “Olha, bichinho, nós dois havemos de vencer e você vai nascer, é assim mesmo, é difícil nascer” (...)

- Foi então que eu comecei a perder sangue. Eu mal acreditava, não queria acreditar. E quanto mais sangue derramava, mais desesperada eu ficava. Até que aconteceu: perdi meu filho. Era um menino. Cheguei a vê-lo, pedi para vê-lo: lá estava ele todo aconchegado dentro do óvulo (...)

Já era o final do crepúsculo: estávamos na sombra mas não acendi nenhuma luz.

- Mas não desisto, disse baixo.

- Não desiste de quê?

- De ter um filho. O médico disse que de novo eu poderia perder. Mas, mesmo que numa segunda gravidez eu perca, não desisto: ficarei grávida muitas vezes e aceito a possibilidade de perder. Até que um dia, lá para um dia, eu com muito cuidado conserve em ele em mim nove meses, dando até então muita coisa boa para ele ir bebendo e comendo através do meu sangue que vou enriquecer. Até que ele nasça. E será uma vitória nossa, minha e dele. Porque eu sei: é mesmo difícil nascer.

Olhei-a quase no escuro. Sofrida, machucada, corajosa. Sim, ela era uma mãe, a dançarina de Degas.

“Ter nascido é um dom, existir, digo eu, é um milagre”.

FELIZ ANIVERSÀRIO Mãe, como mãe e como mulher. Tudo novo de novo!!!

Bjs n'alma do teu filho que te ama!

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Eu já fui acordado de várias formas possíveis...

...através de sonhos, banhado em suor por pesadelos, por barulhos, estalos, música, por mãe, por irmã, sendo sacudido, com palmas, com beijos, com mordidas, com boquete até com uma bunda na minha cara!




Quando falo q sou acordado por um cachorro ninguém acredita!

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Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos (10)

>> sexta-feira, março 02, 2007

Gosto dos venenos mais lentos! Das bebidas mais fortes! Dos cafés mais amargos! Tenho um apetite voraz. E os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí? Eu adoro voar!" (Clarice Lispector)

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